Mais de 90% dos consumidores pesquisam preço na internet antes de comprar

Os consumidores hoje estão cada vez mais antenados com tecnologia. Se até pouco tempo atrás, pesquisar preço era sinônimo de “gastar sola de sapato”, hoje a realidade é bem diferente. Os consumidores, antes de comprar qualquer produto, entram em sites e pesquisam preços, marcas, comentários sobre marcas e lojas e só depois disso é que realizam suas compras.

A TNS Research International divulgou recentemente um estudo intitulado “Decodificando as Necessidades Digitais”, e de acordo com os resultados deste levantamento, 92% dos usuários de internet pesquisam sobre produtos ou serviços em sites de e-commerce, ou comparam preços na internet.

Marco Gondim, professor, afirma que sempre busca na internet uma referência de preço para produtos que quer adquirir. Segundo ele, geralmente acaba comprando na internet mesmo, pois sempre acha preços menores e evita ir até uma loja física, ganhando tempo.

Já Lesly Ledezma, assistente social, prefere a loja física para alguns tipos de produtos. “Roupas e coisas mais pessoais, prefiro loja física, por se tratar de medidas e qualidade de material, agora eletrônicos e livros, por exemplo, são excelentes opções de compra pela internet, pois sempre tem promoção e não é algo que precisa escolher muito”, afirma.

Outro fator que influencia bastante é o boca-a-boca digital. Após efetuada a compra, se alguma coisa deixa a desejar, seja demora na entrega, qualidade do produto ou qualquer outro problema, os consumidores “botam a boca no mundo”. Segundo a mesma pesquisa, 76% dos entrevistados procuram dados em fóruns ou blogs, 50% deles já chegaram a mudar de fornecedores ou marcas ao encontrarem uma opinião negativa, e 28% fecharam a negociação baseados no relato de outros consumidores.

Rogério de Medeiros afirma que utiliza principalmente o Twitter para reclamação. “Se o produto não chega no prazo, ou se vem com algum defeito, reclamo e eles sempre me dão um retorno”.

Outros resultados do estudo

A pesquisa, que entrevistou mil usuários de internet, com 16 a 35 anos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador, aponta ainda que a maioria dos entrevistados (99%) utiliza prioritariamente a rede para enviar e receber emails.

Checar suas contas nas redes sociais é a segunda principal atividade (93%), seguida por participar de chats online/mensagens instantâneas (92%), fazer uploads de fotos ou vídeos ou escrever mensagens para suas redes sociais (90%) ou para o Twitter (44%).

O motivo que faz os internautas a utilizarem as redes sociais são acesso e compartilhamento de informações (43%), uso de espaço pessoal (32%) grupos de amigos (24%), mostrar diversas facetas da personalidade (22%) ou, ainda fugir da pressão diária e ter liberdade de expressão (21%).

No relatório, a TNS alerta que a internet é um espaço cada vez mais estratégico na ampliação e divulgação de empresas ou marcas, e ao mesmo tempo, constata que muitas companhias não sabem e se sentem “perdidas” sobre como atuar junto aos consumidores nesse meio.

(Twitter dos participantes da matéria: Val Reis @valreiss, Marco Gondim @MarcoGondim, Lesly Ledezma @Leslycia e Rogério de Medeiros @RdeMedeiros)

Publicado no Midiamaxnews: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=716194

O que é fotografia, na minha visão

Desde a infância, a fotografia amadora sempre fez parte da minha vida. Morava no interior, onde ninguém tinha acesso a nada, não tínhamos luz elétrica, portanto não tínhamos televisão ou qualquer tipo de tecnologia. Mas minha mãe foi uma das primeiras pessoas da minha cidade que comprou uma máquina fotográfica, e tirava foto de eventos da igreja católica, da qual era devota. E isso nos dava certa vantagem com relação à fotografia, pois a tínhamos mais ou menos próxima, embora minha mãe não deixasse a gente chegar perto da máquina fotográfica com medo de estragá-la.

As fotos, olhando hoje, eram sofríveis. A resolução não era  boa e a revelação era feita na Kurt,  uma empresa  que enviava um envelope selado nas revistas daquela época, a qual minha mãe assinava. E sempre que terminava um filme, ela tirava o rolo da máquina, colocava no envelope, ia até o correio (tinha um posto na minha cidade), e esperava pacientemente o retorno das fotos reveladas. Não lembro como era feito o pagamento, já que não me preocupava com dinheiro nesta época, mas como minha mãe, e todo o resto da família, esperava ansiosa pelo retorno do envelope, que vinha arrumadinho num álbum todas as fotos 9×13, com cantos arrendondados, e a data. Meu irmão caçula era sempre o mais “metido”, e aparecia em quase todas as fotos, inclusive as dos outros, ele dava um jeito de ficar atrás. Hoje a gente ri muito disso.

Minha mãe teve também a máquina Love, da Sonora, na qual o filme era embutido. Para revelar, enviava a máquina junto.

Foto tirada com a máquina da minha mãe, da nossa casa e no detalhe, eu...

Desde sempre fui apaixonada por fotografia, mas nunca me especializei. Minha primeira máquina foi uma Kodak com flash embutido e era tecnologia de ponta em fotografia amadora na época. Depois disso tive inúmeras câmeras, sempre amadoras, e hoje com a digital, que trago sempre comigo, não é diferente. Ela fica no automático e disparo muitas vezes para conseguir uma boa foto. Mas nem por isso deixo de fotografar, e desta forma, registrei toda a minha vida até aqui, a vida dos meus filhos em suas diversas fases, e vou continuar com os netos e por aí afora, pois  foto para mim é emoção, é magia, é lembrança de algo que foi, que jamais será novamente.