O que é fotografia, na minha visão

Desde a infância, a fotografia amadora sempre fez parte da minha vida. Morava no interior, onde ninguém tinha acesso a nada, não tínhamos luz elétrica, portanto não tínhamos televisão ou qualquer tipo de tecnologia. Mas minha mãe foi uma das primeiras pessoas da minha cidade que comprou uma máquina fotográfica, e tirava foto de eventos da igreja católica, da qual era devota. E isso nos dava certa vantagem com relação à fotografia, pois a tínhamos mais ou menos próxima, embora minha mãe não deixasse a gente chegar perto da máquina fotográfica com medo de estragá-la.

As fotos, olhando hoje, eram sofríveis. A resolução não era  boa e a revelação era feita na Kurt,  uma empresa  que enviava um envelope selado nas revistas daquela época, a qual minha mãe assinava. E sempre que terminava um filme, ela tirava o rolo da máquina, colocava no envelope, ia até o correio (tinha um posto na minha cidade), e esperava pacientemente o retorno das fotos reveladas. Não lembro como era feito o pagamento, já que não me preocupava com dinheiro nesta época, mas como minha mãe, e todo o resto da família, esperava ansiosa pelo retorno do envelope, que vinha arrumadinho num álbum todas as fotos 9×13, com cantos arrendondados, e a data. Meu irmão caçula era sempre o mais “metido”, e aparecia em quase todas as fotos, inclusive as dos outros, ele dava um jeito de ficar atrás. Hoje a gente ri muito disso.

Minha mãe teve também a máquina Love, da Sonora, na qual o filme era embutido. Para revelar, enviava a máquina junto.

Foto tirada com a máquina da minha mãe, da nossa casa e no detalhe, eu...

Desde sempre fui apaixonada por fotografia, mas nunca me especializei. Minha primeira máquina foi uma Kodak com flash embutido e era tecnologia de ponta em fotografia amadora na época. Depois disso tive inúmeras câmeras, sempre amadoras, e hoje com a digital, que trago sempre comigo, não é diferente. Ela fica no automático e disparo muitas vezes para conseguir uma boa foto. Mas nem por isso deixo de fotografar, e desta forma, registrei toda a minha vida até aqui, a vida dos meus filhos em suas diversas fases, e vou continuar com os netos e por aí afora, pois  foto para mim é emoção, é magia, é lembrança de algo que foi, que jamais será novamente.

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