A hora e a vez dos homens nas compras coletivas

Não é surpresa pra ninguém que os sites de compras coletivas são ainda a sensação do momento, e que mais da metade dos internautas brasileiros têm conta nestes sites. Agora o que surpreende é que em uma virada de jogo, os homens visitam mais os sites que as mulheres. São quase 55% de homens contra 45,2% de mulheres, segundo dados do TG.net, do Ibope Media. Uma surpresa, pois quando as compras coletivas chegaram ao Brasil, as mulheres eram as mais assíduas com 58% de acessos, já que a maioria oferecia ofertas de clínicas de belezas, estética e cabeleireiros. Hoje os sites já trazem grande variedade de produtos e serviços oferecidos, que atendem também o público masculino.

De acordo com a pesquisa, os produtos mais vendidos são os livros, depois os cupons mais adquiridos são os de restaurantes e bares e posteriormente passagens de avião. De acordo com o estudo, 62% dos usuários que compram nos sites declaram que têm confiança no uso de cartões de crédito em compras online. O valor gasto em média é de R$ 110,00 mensais nestes sites.

A pesquisa foi feita pelo TG.net com 2.900 internautas entre maio e junho de 2011, nos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Distrito Federal , além de Goiânia, Nordeste, São Paulo interior e interior do Sul e Sudeste. A idade dos entrevistados é entre 15 e 75 anos.

Publicado no http://www.diarioparaibano.com.br/portal/?cat=69

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O que é fotografia, na minha visão

Desde a infância, a fotografia amadora sempre fez parte da minha vida. Morava no interior, onde ninguém tinha acesso a nada, não tínhamos luz elétrica, portanto não tínhamos televisão ou qualquer tipo de tecnologia. Mas minha mãe foi uma das primeiras pessoas da minha cidade que comprou uma máquina fotográfica, e tirava foto de eventos da igreja católica, da qual era devota. E isso nos dava certa vantagem com relação à fotografia, pois a tínhamos mais ou menos próxima, embora minha mãe não deixasse a gente chegar perto da máquina fotográfica com medo de estragá-la.

As fotos, olhando hoje, eram sofríveis. A resolução não era  boa e a revelação era feita na Kurt,  uma empresa  que enviava um envelope selado nas revistas daquela época, a qual minha mãe assinava. E sempre que terminava um filme, ela tirava o rolo da máquina, colocava no envelope, ia até o correio (tinha um posto na minha cidade), e esperava pacientemente o retorno das fotos reveladas. Não lembro como era feito o pagamento, já que não me preocupava com dinheiro nesta época, mas como minha mãe, e todo o resto da família, esperava ansiosa pelo retorno do envelope, que vinha arrumadinho num álbum todas as fotos 9×13, com cantos arrendondados, e a data. Meu irmão caçula era sempre o mais “metido”, e aparecia em quase todas as fotos, inclusive as dos outros, ele dava um jeito de ficar atrás. Hoje a gente ri muito disso.

Minha mãe teve também a máquina Love, da Sonora, na qual o filme era embutido. Para revelar, enviava a máquina junto.

Foto tirada com a máquina da minha mãe, da nossa casa e no detalhe, eu...

Desde sempre fui apaixonada por fotografia, mas nunca me especializei. Minha primeira máquina foi uma Kodak com flash embutido e era tecnologia de ponta em fotografia amadora na época. Depois disso tive inúmeras câmeras, sempre amadoras, e hoje com a digital, que trago sempre comigo, não é diferente. Ela fica no automático e disparo muitas vezes para conseguir uma boa foto. Mas nem por isso deixo de fotografar, e desta forma, registrei toda a minha vida até aqui, a vida dos meus filhos em suas diversas fases, e vou continuar com os netos e por aí afora, pois  foto para mim é emoção, é magia, é lembrança de algo que foi, que jamais será novamente.

As mulheres e suas cargas, suas culpas, suas escolhas

val_tristeDesde que o direito de igualdade entre homens e mulheres se tornou realidade, a vida de uma mulher, que já não era fácil, se tornou um verdadeiro desafio.

Uma mulher casada, com filhos pequenos, que trabalha fora e tem um marido “considerado machista”, está tão sobrecarregada e estressada, que não consegue se enxergar, como acontecia com as mulheres de antigamente. A única diferença é que elas estão crescendo profissionalmente, mandando embora os maridos que não colaboram e se tornando grandes heroínas da vida moderna.

Mas será que no meio de toda essa loucura, essa correria, várias coisas não ficam incompletas? “Pois bem! Tal como não passa de mães pela metade aquela que apenas gera mas não educa os filhos, assim também pais pela metade são todos quantos provêem até em excesso o necessário para o bem estar material do filho, sem no entanto, se diligenciarem em lhes ornar a personalidade com conhecimentos honestos”, diz Erasmo de Roterdam, em seu texto “De Pueris”.

Mães pela metade é como se sentem, deixando a criação de seus filhos mais a cargo de babás e empregadas do que por elas mesmas. E tudo porque a sociedade exige cada vez mais, como diz Languet, num texto de 1767, afirmando que “o homem mal abre os olhos e já se encontra atado a essa cadeia imensa, chamada sociedade”. A concorrência é cada vez maior e todas as pessoas, principalmente as mulheres, carregam este fardo, e dependendo de suas opções por este ou aquele caminho, se tornam solitárias e cheias de culpa, mesmo obtendo o tão sonhado sucesso no mundo dos negócios, e quando acordam, já é tarde demais.

O mundo gira, e aquilo que a sociedade impunha como tão importante anos atrás, hoje já não importa mais, tudo parece estar fora do seu lugar. E só resta o arrependimento e uma mudança radical, buscando a felicidade em detrimento do resto.

Val Reis