Entrevista com Bárbara Vitoriano

Bárbara Vitoriano

Val Reis

Bárbara Vitoriano, acadêmica de jornalismo e participante do Madrugadão Criativo pela primeira vez, é entrevistada pela redação do Corujão.

Corujão: O que te motivou a participar do Madrugadão 2011?

Bárbara : Superação de limites, o fato de estarmos em um ambiente muito parecido com o de uma redação, lidarmos com a pressão do tempo, aguentar o sono e aprender na convivência com os colegas foram o principais motivos que me fizeram deixar minha filha e meu marido e vir passar a madrugada fazendo cobertura do evento.

Corujão: O que seu marido disse quando você comunicou a ele o fato de participar do Madrugadão?

Bárbara:Ele achou que era brincadeira, em princípio, depois me apoiou e lamentou que na faculdade dele não tenha tido eventos assim. Deu a maior força.

Corujão: O que você achou da atuação dos professores?

Bárbara: Os de jornalismo, que tive um contato mais próximo, estiveram o tempo todo participativos, animados, pressionando a gente. Superaram as expectativas.

Corujão: E com relação aos colegas, o que você achou?

Bárbara: O pessoal de jornalismo estava animado, produzindo, andando, fazendo a cobertura para o qual foi proposta. Acho que ninguém fez corpo mole, todo mundo trabalhando e aprendendo.

Corujão: Qual a lição que você leva do Madrugadão?

Bárbara: A lição que levo é que o que nos espera lá fora não é fácil, por isso esses eventos são tão importantes, pois nos colocam em uma situação de correria e pressão que se aproxima do mercado de trabalho. Aprendemos a lidar com a pressão e o tempo.

Entrevista com Pedro Pletistch

Pedro Pletitsch é diretor de arte, e também professor da Miami Ad School – ESPM desde 2004 e conquistou ao longo de sua carreira vários prêmios em Cannes e Clube da Criação. O profissional acumula mais de 20 anos de experiência em grandes agências do Brasil e na Europa, como Young & Rubicam, Fisher America, Loducca e McErickson de Londres e Madri.

Esteve em Campo Grande – MS, no dia 23 e 24 de outubro, ministrando o curso “Criação para quem quer entender (mesmo) de criação”. Fui entrevistá-lo no intervalo do primeiro dia do curso, e chegando um pouco antes do horário, fiquei assistindo e já me interessei pelo assunto. De forma bastante natural, Pedro falava sobre um case do absorvente Sym. Acabei ficando e participei de todo o curso, que no final, pela avaliação dos participantes, teve 90% de aprovação, classificando o curso ótimo e muito bom.
Vamos à entrevista:

Val Reis: Como foi seu início na publicidade?

Pedro Pletitsch: Eu comecei de um jeito bem diferente. Estava na faculdade de propaganda, na ESPM, mas eu não tinha muita idéia do que realmente ia fazer. Achava legal criação, mas não sabia direito o que era um diretor de arte, um designer. Eu tinha um professor, que inclusive já é falecido, o Otávio Roth. Ele era muito pirado, pedia coisas como embalagem para melancia, etc. E eu adorava, viajava nas loucuras dele, e um dia ele me convidou para trabalhar em um estúdio que tinha. Neste estúdio a gente chegou a fazer mais de 100 capas de livros por mês. Fazíamos stands de exposição, displays diferentes, e tivemos clientes importantes como a Folha de São Paulo, Incepa, Lacta. Mas a gente não ganhava muita grana. Aí, o diretor de criação geral da MacCann ficou sabendo dos trabalhos diferentes que fazíamos, e nos convidou para fazer o mesmo trabalho dentro da agência, e foi aí que realmente tive contato com uma agência de publicidade.
O que fazíamos na MacCann era muito pirado para os clientes. A gente estava muito “arte” e pouco “comércio”. Os clientes não absorviam aquilo. E por outro lado, fui recebendo Jobs de propaganda e comecei a desenvolver, comecei a gostar e a fazer propaganda. E o dinheiro era muito bom… A gente ganhava quatro vezes mais. Eu tinha 26 anos e ganhava um salário excelente para quem tinha 26 anos, então juntando uma grana legal, com um trabalho que dava muita tesão, aí começou tudo.

Val Reis: Você fala de criatividade. Alguns acham que criatividade é um talento nato. Mas a gente pode desenvolver técnicas que melhoram nossa criatividade? Aprender a ser criativo?

Pedro Pletitsch: O que eu já vi em várias pesquisas, em trabalhos na Europa que tratam deste tema, dá para estabelecer um padrão não exato, mas um padrão mais ou menos assim: você precisa nascer com um certo talento. Não dá pra você vir para a propaganda com talento zero. O que é louco nesta história, e eu demorei anos para entender, é que o talento que você tem não altera praticamente nada durante sua vida.
São 3 pilares que tem a ver com nossa profissão. O talento, a técnica e o esforço. O talento varia muito pouco. Eu falo pros meus alunos na Miami não se preocuparem com isso, porque você vai nascer e vai morrer com o seu talento, e só vai descobrir o tamanho dele quando tiver uns 50 anos. Então porque se preocupar com ele agora? Os outros dois pilares são os mais decisivos, que é a técnica, ou seja, a escola que você vai estudar, o curso que vai fazer, se vai se aperfeiçoar na história da arte ou não, a quantidade de informações ligada à nossa categoria, ao nosso trabalho que você vai absorver. Isso vai te trazer técnica melhor do que os seus concorrentes. Vai te diferenciar. Você vai absorver muita informação e esta informação vai te tornar muito melhor.

E o terceiro pilar, que é o mais decisivo de todos, é o esforço. O esforço muda tudo, a gente tá cansado de ver pessoas muito talentosas que não dão certo, porque são preguiçosas. E pessoas que dão mais certo são as que tem um talento médio mas são esforçadas, focadas. Elas se desenvolvem, elas vão atrás das informações, estão interadas, ralando o tempo todo. Essas pessoas vão longe. Os grandes publicitários, com raras exceções, são os caras que não tem um grande talento, mas são mais esforçados e mais focados do que a maioria.

Val Reis: O que te motivou a dar cursos sobre criação?

Pedro Pletitsch: Pela experiência com a Miami Ad School. Recebemos muito aluno de fora. Na verdade uns 70% dos nossos alunos não são de São Paulo, e notamos uma grande distância nos mercados, infelizmente. O nosso sonho dourado é que a gente vire os Estados Unidos daqui uns 10 anos, onde tem oito, nove, dez mercados totalmente iguais. Você pode trabalhar em Nova York, Miami, Boston, Filadélfia e ir para o topo da categoria, pode ser um dos melhores publicitário do país. Já no Brasil você vai acontecer em São Paulo, Rio, Curitiba e um pouquinho em Porto Alegre. A grana está em São Paulo, o cliente está em São Paulo, as produtoras estão em São Paulo. A gente percebe essa distância quando os alunos chegam de fora.

Então começamos a discutir isso, e chegamos à conclusão de que alguém teria que levar este conhecimento para o resto do Brasil. Essa pessoa teria que ser um bom profissional, com relevância para o aluno ouvir, e gostar de dar aula. Tem profissionais excelentes que odeiam dar aula. Então, juntando algumas pessoas dessas que se propõem a levar este conhecimento para fora de São Paulo, pareceu-nos uma idéia interessante. Para nossa surpresa está dando super certo.
Se eu quisesse, eu teria curso programado até 2012. Mas eu não posso, tenho meu trabalho, minha família. A demanda é grande, muita gente ouviu falar e entra em contato. Eu tenho que ficar freando, me controlando pra não ficar todo final de semana fora de casa.

Val Reis: A forma de fazer propaganda está mudando muito agora com as redes sociais e internet. O que o profissional de criação precisa fazer para atender esta nova demanda?

Pedro Pletitsch: Especificamente para criação não muda tanto, ou muda muito menos do que para o resto da cadeia. Para os veículos muda complemente, porque muitas coisas vão desaparecer, outras vão entrar no lugar. Para os mídias é um problema muito maior, ele tem que usar outro raciocínio para divulgar, atingir as pessoas. Pra nós a diferença eu chutaria que é 20%, porque vamos continuar fazendo a mesma coisa, que é conteúdo, não é forma. O que acontece? Quando não existia televisão, existia um questionamento mais ou menos parecido, a grosso modo. As coisas novas são tão novas e tão diferentes, que é difícil alguém dizer o que vai acontecer. São percepções, apenas, mas eu acho que tem um pouco a ver com o passado. Então, as pessoas que faziam rádio ficaram apavoradas quando surgiu a televisão. Era tão novo e tão surpreendente na época quanto é de certa forma a internet. Só que continua a mesma coisa. O que era conteúdo bom no rádio, se tornou conteúdo bom na televisão. Então o que é conteúdo bom hoje na televisão, vai ser conteúdo bom na internet, no twitter, em todas as mídias. Tanto que as grandes campanhas que fazem mais sucesso na internet, são campanhas para todas as mídias. Elas funcionam na internet, na televisão, nas redes sociais, na mídia impressa, e por aí vai.

O conteúdo é muito parecido, e na minha humilde opinião, é assim porque as nossas emoções humanas são as mesmas, ou seja, a tua vontade de tomar sorvete continua vontade de tomar sorvete no calor através da internet, do twitter, do rádio. Não vai mudar a vontade, nem o sorvete ou o calor. Vai mudar o meio, só. As nossas relação com os produtos elas serão eternamente as mesmas, a gente vai continuar tomando sorvete no verão, fazendo fundae no inverno, querendo casar, namorar, encontrar a pessoa certa. As emoções não mudam nunca, o jeito que vai chegar é que vai mudar. O conteúdo é o mesmo.

Val Reis: Como você vê hoje a integração dos departamentos de uma agência? Como está funcionando na prática?

Pedro Pletitsch: Isso faz diferença com a internet, pois ela trouxe uma oportunidade de integração real. Antigamente a gente não tinha essa mesma velocidade. O mídia podia ficar na sala dele fazendo o plano de mídia, eu podia ficar na minha salinha fazendo o filme, e o atendimento na salinha dele, esperando pra levar as duas coisas ao cliente. Hoje em dia não funciona mais isso. É tudo muito rápido, é tudo pra ontem. Temos que estar todos na mesma sala, conversando junto, porque a minha mensagem tem que ir rápido para o lugar certo, o atendimento tem que estar inserido neste contexto e o planejamento tem que coordenar tudo isso. Todo mundo tem que falar a mesma língua.

Isso é benéfico, pois eu estou aprendendo muito com o mídia, o mídia está aprendendo comigo, o atendimento e planejamento estão aprendendo um com o outro. Então todo mundo chega no cliente muito mais bem armado. O que não quer dizer que se faz coisas melhores ou piores, tem outras contingências. Mas está todo mundo mais maduro. Acho que o mercado de certa forma, amadureceu. Isso tem um preço, ficou mais chato, mas é o preço que você tem que pagar. É o preço de quando você cresce. Quando você é criança ou jovem é tudo mais legal. Ficar adulto tem um preço, apesar de algumas vantagens, mas você tem que ficar adulto. Eu acho que a nossa categoria está passando por este processo. Está amadurecendo.

Entrevista com o jornalista Marco Antônio Gehlen

Reinaldo Ajala (radialista) e Marco Antônio Gehlen em bate papo na FES

Marco Antônio Gehlen é jornalista, 29 anos. Aceitou, gentilmente, responder algumas perguntas a esta amiga, estudante de jornalismo.

Val Reis: Descreva sua trajetória profissional com data, desde a faculdade.

Marco Antônio – Terminei minha graduação em Jornalismo em 2002, ano em que fui chamado por um colega para dar início ao projeto de um site de notícias em MS. Começamos, naquele ano, a elaborar o que seria o portal TerrasMS, que no projeto original chegou a ser um dos pioneiros na publicação de vídeos on-line. Tínhamos cinegrafistas na equipe, ilha básica de edição e chegamos a contar com até dez colegas entre jornalistas e estagiários. No entanto, depois de algum tempo, o projeto original foi modificado e a equipe inicial se desfez. Ainda em 2003, comecei a trabalhar como assessor de imprensa na equipe da Acrissul e Expogrande, o que permaneci fazendo até 2008, ora como contratado, ora como freelancer. Entre 2004 e 2006 cursei uma especialização em Comunicação Empresarial. Em paralelo, ainda em 2004, ingressei na editoria de economia como repórter do Jornal o Estado de MS e fiquei na função até o dia 10 de fevereiro de 2006, data que marcou minha ida ao concorrente, o Correio do Estado. Comecei a trabalhar, também na editoria de economia do “Correio”, no segundo mês de 2006 e fiquei por lá até outubro de 2009, quando me desliguei do jornal para assumir uma vaga como professor de jornalismo na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Foram quase sete anos de jornal impresso.

Val Reis: O que te levou a pensar em ser jornalista?

Marco Antônio: Confesso que no final do ensino médio fiquei um pouco em dúvida quanto ao que seguir, afinal é uma escolha que deve ser feita quando ainda não estamos totalmente preparados para tal. Naquele momento o jornalismo me atraiu pelas possibilidades de desenvolver um trabalho com relevância social, com pouca rotina e, principalmente, por estar na área de humanas, com a qual sempre me identifiquei, embora adore números, matemática, estatística etc.

Val Reis: Qual a sua opinião sobre o jornalismo de Campo Grande? Estamos atrasados quanto aos grandes centros? Temos bons jornalistas aqui?

Marco Antônio: Não creio que estamos atrasados e temos, sim, excelentes jornalistas em Campo Grande. Acho, apenas, um tanto frustrantes as limitações quanto a possibilidades de crescimento profissional enfrentadas por nós jornalistas de MS. As possibilidades de ascensão são restritas, os maiores veículos abrem poucas vagas e cabe, cada vez mais, aos profissionais encontrar alternativas ao limitado mercado de trabalho. Vejo a ampliação da concorrência entre distintos sites, rádios, TVs, jornais e blogs como relevante para um processo de criação de novas possibilidades aos profissionais do Estado, bem como julgo importante o desenvolvimento de um processo inicial de renovação dentro das redações, a começar por grande parte dos editores responsáveis pelo que se publica no Estado.

Val Reis: Você já trabalhou em online e impresso (é isso?), qual a diferença entre eles? Qual te exigiu mais e porque?

Reinaldo Ajala (à esquerda) e Marco Antônio Gehlen em bate papo na FES, curso de Jornalismo.

Marco Antônio: Já trabalhei em site e em jornal impresso. A principal diferença, e óbvia, diz respeito ao time da notícia, o que afeta o processo de apuração e a qualidade. Não que seja possível rotular sites como inferior em qualidade que os impressos. Não é isso! Mas, comparativamente, quando somos repórteres, sentimos claramente a diferença entre poder ou não trabalhar uma matéria com mais tempo. No meu caso, os sites exigiram mais velocidade, enquanto os impressos exigiram maior profundidade. Particularmente, gostei mais das experiências em jornais impressos pelo peso histórico-documental que as notícias deste tipo de mídia podem vir a ter.

Val Reis: Que trabalho você já fez que te realizou, ou que tem alguma peculiaridade que o distingue dos demais?

Marco Antônio: Trabalhar com as editorias de economia e agronegócios (rural) foi algo que realmente me deixou satisfeito, tanto que busquei conhecer mais sobre o assunto e cursei o Mestrado em Agronegócios na UFMS. Gosto de números e acho que esta foi uma maneira de ficar perto deles, sendo que muitos colegas “correm” da matemática depois da graduação, distanciando-se também das editorias de economia. Trabalhar do Correio do Estado também foi algo que sempre me deixou realizado, entre outros fatores, pelo impacto que as reportagens publicadas pelo jornal conseguem alcançar. Claramente, a representatividade do jornal em MS favorece a leitura e o feedback aos repórteres.

Val Reis: Algo no seu trabalho como jornalista já te deixou frustrado, você achou desagradável de fazer?

Marco Antônio: Trabalhar em assessoria de imprensa nos coloca em conflitos relacionados à imparcialidade em algumas ocasiões, mas não considero que tenha havido frustração. É claro que em qualquer veículo de imprensa não é diferente, a depender do tema a ser tratado e dos interesses (que existem sim) envolvidos. Independentemente destes problemas, que são facilmente resolvidos desde que o jornalista busque fazer o melhor possível dentro do cenário que está inserido, ainda penso que a maior frustração tenha sido a escassez de “luz no fim do túnel” quanto à possibilidade de crescimento profissional.

Val Reis: Na sua opinião, qual o futuro do jornal impresso, com o avanço dos blogs e jornalismo online?

Marco Antônio: Acredito no poder documental do impresso e no jornal como mídia de profundidade, quando quase todas as demais mídias se renderam à velocidade e superficialidade. Em minha opinião, é preciso repensar o processo de produzir um jornal, de modo que a profundidade e as discussões presentes nos textos justifiquem a compra dos jornais pelos leitores no dia seguinte aos fatos. Os blogs e sites de jornalismo on-line são ‘terra fértil’, mas em meio ao vasto mar da web, terão que mostrar sua capacidade de efetivamente selecionar e disponibilizar conteúdos. Creio que principalmente os sites de notícias terão que reavaliar a condição com que se renderam à velocidade e à pressa, em um processo que possa melhorar a qualidade e profundidade do que é publicado. Como diz um colega: o jornalismo correu tanto que tem esquecido os contextos. Parte da profundidade necessária às notícias, a meu ver, tem aparecido em blogs independentes, onde a pressa deixou de ser relevante e o conteúdo ganhou força.

Val Reis: Que mensagem deixa para os jornalistas que estão começando?

Corra enquanto é tempo! (brincadeira, óbvio. Risos). Jornalismo é uma profissão apaixonante e que precisa ser repensada diante de novos e velhos paradigmas. Como qualquer profissão, cabe a cada um desenvolver seu caminho, com persistência, dedicação, estudos, muita leitura e um pouco de empreendedorismo, uma vez que estamos cada vez mais independentes do controle dos grandes grupos de comunicação e podemos criar novos meios, novos veículos, para se comunicar. Como mensagem, deixo também algo que acredito firmemente: não se contentem com a superficialidade ao tratar os temas. Especializem-se, aprofundem-se, fucem, estudem mais e mais, para que possamos contribuir com um jornalismo mais adequado.

Val Reis: E agora, que vc se mudou recentemente de cidade/estado, qual sua expectativa quanto à sua profissão? Quais são os desafios?

Marco Antônio: Depois de 25 anos de Mato Grosso do Sul, parto para outro estado (Maranhão) com grandes expectativas de dar início a um trabalho de compartilhamento do conhecimento que acumulei até o momento, bem como de aprofundamento de meus estudos em jornalismo e em áreas de meu interesse. Para o futuro, penso em seguir com carreira acadêmica e cursar um doutorado acadêmico.

Mudar de estado e deixar o jornal impresso para atuar como professor de jornalismo tem sido um desafio enorme, mas que vejo com ânimo pelas possibilidades de continuar a minha formação e contribuir para a formação de futuros colegas jornalistas. Os principais desafios passam pelo ato de “repensar o modelo de se fazer jornalismo” e de me esforçar para formar profissionais mais bem preparados.

Val Reis: Te desejo boa sorte nesta nova trajetória!