Sergio Vilas-Boas dá dicas para se fazer Jornalismo Literário no 6º Congresso Abraji

Sergio Vilas-Boas, autor dos livros “Biografismo”, “Biografias & Biógrafos” e “Perfis”, dará um panorama do Jornalismo Literário e dicas de como utilizá-lo, durante o 6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. O jornalista acredita que atualmente há, na imprensa brasileira, muitas pautas típicas para tratamento em estilo narrativo, “mas essas boas ideias, no geral, terminam desperdiçadas”. Segundo ele, elas acabam sendo executadas de um ponto de vista estritamente informativo e não com a abordagem mais detalhada e arejada que necessitavam.

Vilas-Boas defende que o jornalismo literário é uma forma jornalística, como todas as outras, onde não existe espaço para ficção: “Trata de pessoas reais vivendo situações reais em lugares reais. Portanto, não se pode inventar”. Para Vilas-Boas, todas as formas jornalísticas são investigativas, mas o bom jornalismo literário embora construído com pesquisa e conversação intensivas, não costuma ser comparado ou confundido com o investigativo. “O jornalismo literário possui uma característica intrínseca extra: a linguagem artística. O literário e o investigativo, porém, coexistem há séculos e, a priori, nada impede um repórter de fundir os dois conceitos numa mesma reportagem”, afirma.

O autor garante que mesmo textos moldados pela estrutura tradicional do jornalismo podem adquirir maior literariedade com alguns recursos narrativos. “As descrições física, psicológica e atmosférica (clima/ambiente no qual os personagens se movem) podem fazer grande diferença em termos de compreensão. Sendo a descrição uma técnica literária básica, não há grande mistério em utilizá-la tanto em textos longos quanto curtos”, diz. No entanto esclarece: “claro que isso não basta. Mas é um bom começo”.

Para quem tem o interesse de fazer um jornalismo diferente, reportagens mais profundas e com diferentes abordagens, ele dá as seguintes dicas:

1) Consuma/leia mais narrativas que noticiários;

2) Estude o jornalismo literário o máximo possível, a fim de não idealizá-lo ou distorcê-lo com práticas imaturas;

3) Desenvolva habilidade de pesquisa e conversação em campo;

4) Tenha prazer em lidar com pessoas, suas tentativas de acerto e suas contradições;

5) Ame a escrita com uma forma de arte;

6) Acredite que o jornalismo se expressa por métodos e linguagens plurais, e que jornalismo literário é apenas uma dessas linguagens (nem melhor nem pior que outras). Por fim, afirma: “o jornalismo literário não se faz por e-mail, telefone ou redes sociais”, contrariando uma prática comum nas redações.

6º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Quando: 30 de junho a 2 de julho de 2011 Onde: São Paulo – Universidade Anhembi Morumbi – campus Vila Olímpia – unidade 7 (Rua Casa do Ator, 275)

Inscrições: http://bit.ly/6congresso

http://abraji.org.br/?id=90&id_noticia=1524

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Professores veem o Madrugadão Criativo como algo positivo

Crédito: Ulisflavio Evangelista

O Madrugadão Criativo da Estácio de Campo Grande  está sendo visto com bastante animação por parte dos professores . Segundo Osvaldo Junior, o que é interessante neste trabalho é o fator tempo. “Produzir sob pressão, em um ambiente com barulho e bastante dinâmico, lembra muito a redação de um jornal. É algo muito válido para os acadêmicos terem uma visão do que é o mercado de trabalho”.

Já para o professor de radiojornalismo Ulisflavio Evangelista, “o evento está sendo um sucesso.  A equipe está organizada, os alunos empolgados e o tema proposto é algo muito interessante, pois  fala do meio ambiente, de uma ONG (Organização não Governamental) uma discussão atual”.

“O evento está excelente, os alunos focados, todos eles levando muito a sério o trabalho, tanto os acadêmicos de jornalismo quanto os de publicidade”, afirma Juliana Feliz, coordenadora do curso de jornalismo.

Grupo Arara Azul enfrenta dificuldades, mas não desanima

Grupo Arara Azul

Lauren Feder, uma das integrantes do Grupo Arara Azul, participante do Madrugadão Criativo da Estácio de Campo Grande afirma que o grupo enfrentou algumas dificuldades iniciais por falta de dois membros da equipe. “De qualquer forma já definimos a ideia central da campanha, e agora estamos trabalhando no desenvolvimento das peças”.

O grupo dividiu as pessoas de acordo com as habilidades de cada uma e, segundo Lauren, o trabalho está fluindo e as chances de ganhar são muito grandes. “Estamos confiantes que mesmo sem os dois integrantes que faltaram, a gente está indo muito bem”, afirma.

Por: Val Reis

Apelo emocional é a estratégia do Grupo Rio Formoso para produto

Grupo Rio Formoso

O Grupo Rio Formoso se mostra muito confiante na vitória. Segundo Leandro Caminha, eles demoraram um pouco para entender completamente o briefing, e estão agora na fase de desenvolvimento da ideia. “Vamos trabalhar a comunicação para o apelo emocional.  Nosso enfoque será o de mostrar que todos têm uma dívida com a natureza, e é preciso saldá-la”.

Leandro vê o evento como algo muito positivo pelo entrosamento entre os alunos e professores. “Estou conhecendo algumas pessoas agora, e estou adorando este trabalho em equipe”, afirma.

Estácio de Sá Campo Grande promove o primeiro Madrugadão Criativo

Nesta sexta (10/09), da meia noite às 7hs da manhã de sábado, acontecerá o primeiro “Madrugadão Criativo” promovido pelo Curso de Comunicação (Publicidade e Propaganda e Jornalismo) da Estácio de Sá de Campo Grande. Os alunos inscritos serão dividos em grupos e criarão uma campanha de publicidade para um cliente real, e a campanha aprovada será veiculada. Os alunos de jornalismo farão toda a cobertura do evento.

Segundo Juliana Feliz, coordenadora do Curso de Jornalismo, “para manter o clima do Madrugadão, o job só será revelado na hora. Os grupos também serão montados na hora. Vai rolar muita adrenalina. O juri será composto por agências de publicidade do MS. Os ganhadores, terão sua campanha veiculada e ganharão um final de semana em Bonito”.

“O objetivo do Madrugadão Criativo é buscar confraternização entre alunos e professores. Todos juntos em busca de uma criação real, uma aula diferente, algo mais próximo da realidade lá fora”, afirma a coordenadora.