Ranking dos sites de Compras coletivas que atuam em Campo Grande

Por: Val Reis

Os sites de compras coletivas se multiplicam todos os dias e são o grande destaque da Internet brasileira. Para os consumidores de Campo Grande tem sido ótimo já ques as promoções estão cada vez mais variadas e os descontos muito atrativos. Isso faz com que cada vez mais anunciantes esteja dispostos a se juntar a essa nova mídia.

Para facilitar a vida de quem é viciado nesta modalidade de comércio eletrônico, levantamos todos os sites que atuam na capital, com a ajuda do @leandrohubo.

Abaixo a listagem em ordem alfabética:

1. Abuze (http://www.abuze.com.br)Curitiba

2. Agronvale (http://www.agronvale.com.br/) – Agronegócios – Dourados

3. Ala Puxa (http://www.alapuxa.com/campo-grande) – Campo Grande

4. Arara Urbana (http://www.araraurbana.com.br) – Campo Grande

5. Azeitona Preta (http://www.azeitonapreta.com.br) –Marilia

6. Capivara Urbana (http://www.capivaraurbana.com.br) – Campo Grande

7. Cidade Oferta (http://www.cidadeoferta.com.br) – Londrina

8. Click On (http://www.clickon.com.br) – São Paulo

9. Clube da Azeitona Campo Grande

10. Groupon (www.groupon.com.br) – Mundial

11. Hiper Legal (www.hiperlegal.com.br) – Campo Grande

12. Imperdível (www.imperdivel.com.br) – São Paulo

13. Incríveis Ofertas (www.incriveisofertas.com.br) – Campo Grande

14. Jacaré Online (www.jacareonline.com.br) – Campo Grande

15. Manada Mania (www.manadamania.com.br) – Campo Grande

16. Morena Maluca (www.morenamaluca.com.br) – Campo Grande

17. O melhor do Pantanal (www.omelhorodopantanal.com.br) – Campo Grande

18. Oferta Prime (www.ofertaprime.com.br) – São Paulo

19. Pantanal Ofertas (www.pantanalofertas.com.br) – Campo Grande

20. Pechincha Pantaneira (www.pechinchapantaneira.com.br) – Campo Grande

21. Peixe Urbano (www.peixeurbano.com.br) – São Paulo

22. Pipoca Ofertas (www.pipocaofertas.com.br) – São Paulo

23. Poupe Grande (www.poupegrande.com.br) – Campo Grande

24. Tuiuiu Urbano (www.tuiuiuurbano.com.br) – Campo Grande

25. Web Zoom (www.webzoom.com.br) – São Paulo


Qual deles é mais relevante? Qual o melhor? Fica difícil analisar, pois as variáveis são muitas, mas para termos uma idéia de como estão os sites em Campo Grande – MS, levantamos abaixo um ranking com base nos dados do Alexa, de todos os 26 sites que atuam em Campo Grande.

Veja agora um ranking baseado no Alexa de apenas os sites que são de Campo Grande – MS.

Sites de compras coletivas abrem as portas do comércio eletrônico para os pequenos negócios

O site de compras coletivas é um modelo de negócio que está aquecendo a economia e abrindo as portas do e-commerce para milhares de pequenos negócios locais. Em apenas dois dias o empresário Danny Huang vendeu 1059 alimentações em um site de compras coletivas. Se fosse esperar os clientes visitarem seu restaurante, demoraria muito mais tempo para atingir esta marca.

“Porque eu não pensei nisso antes” questiona empresário Danny Huang, 37, que afirma que essa ideia é fantástica. Huang conta que anunciar nesses sites tem os pontos positivos e negativos. “A experiência positiva é a propaganda, uma vez que se investe dinheiro em qualquer tipo de propaganda, seja em outdoor, rádio, televisão entre outros, mas o consumidor que acaba ganhando pela promoção oferecida. Já o lado negativo, seria a falta de preparo dos estabelecimentos para atender a demanda, uma vez que o atendimento tem que ser bom e igual para todos, não discriminando os clientes que compraram os cupons promocionais”, explica.

Os empresários precisam ficar atentos às contas. Embora todo o conceito de compras coletivas esteja focado em marketing, se houver prejuízo na venda, isso pode ser perigoso para o equilíbrio do negócio. Os lojistas apostam na fidelização e na compra de outros produtos ou serviços além do que foi anunciado no site.

“Um cliente vêm à loja com o cupom, acaba fazendo um serviço ou outro a mais, e se o atendimento for bom, ele volta”, afirma Adair Oliveira, que vendeu em um site de compras coletivas pinturas de pára-choque a preço bem abaixo, pois estava com uma baixa demanda no período.

“O cliente comprou uma pintura de pára-choque, mas já tinha uns amassadinhos no carro. Fizemos um orçamento e ele acabou fazendo todo o trabalho, o que compensou bastante, pois não era meu cliente, veio através do desconto. Sem falar que a divulgação que foi feita acaba dando retorno”.

Em Campo Grande, o primeiro site de compras coletivas nasceu em setembro de 2010, e de lá pra cá, já existe mais de 30 sites com este formato na capital.  “Eu tive a idéia de montar um site de compras coletivas quando conheci o Peixe Urbano e analisando, achei o modelo de negócio muito rentável”, afirma o publicitário Renato Koshiyama, 32, do Poupe Grande, primeiro site de compras coletivas da capital.

Vindo se São Paulo, Renato afirma que não demorou nem um mês depois do lançamento do seu site, para que uma “enxurrada” de outros sites viesse a aparecer. “Alguns totalmente sem nenhum tipo de investimento, pessoas totalmente aventureiras, motivadas pela ilusão de ganhar dinheiro fácil. E para ganhar dinheiro neste negócio é preciso ter um mínimo de estrutura e divulgação, além de um trabalho sério e focado”, conclui.

Assim como Renato, Adriano Silva, estudante de direito também resolveu investir neste modelo de negócio, e criou seu próprio site de compras coletivas, o Hiper Legal. Ainda com menos de dois meses de funcionamento, o pequeno empresário acredita que apesar da concorrência acirrada, é um negócio extremamente positivo para as empresas e o consumidor final.

“Hoje, em torno de 30% dos sites já estão deixando de existir, e como todo negócio seguirá em frente os que fizerem um trabalho sério e diferenciado. Os sites são cópias uns dos outros e não apresentam nada de novo. Isso que queremos mudar, nos tornar próximos dos negócios locais, entender seus anseios e necessidades e ajudá-los a crescer, crescendo junto com eles”, afirma Adriano.

Ele conta que muitos consumidores reclamam dos sites, mas a maioria do problema não está em usar a compra coletiva e sim em não saber usá-lo. No blog Ouvidoria Urbana há diversos relatos de experiências bem sucedidas, mais do que mal sucedidas, e se for observar bem, o mau atendimento proposital dos estabelecimentos é a maior causa de reclamação. Segundo ele, o consumidor não costuma ler as regras da oferta, muito importante neste caso. E acabam gerando conflitos e reclamações. Os parceiros também muitas vezes subestimam o resultado e não enxergam que o tiro pode sair pela culatra se o atendimento não for especial e não souberem fidelizar o cliente.

 

 

Como funciona

Compra Coletiva é uma modalidade de e-commerce (venda via internet) que tem como objetivo vender produtos e serviços para um número mínimo pré-estabelecido de consumidores por oferta.

Por meio deste comércio os compradores geralmente usufruem da mercadoria após um determinado número de interessados aderirem à oferta, para compensar os descontos oferecidos que em média vão até 90% de seu preço habitual. Por padrão deste mercado os consumidores dispõem de um tempo limite para adquirir a oferta, que varia entre 24 horas e 48 horas após seu lançamento. Caso não atinja o número mínimo de pedidos dentro deste intervalo a oferta é cancelada.

Este modelo de negócio foi criado nos Estados Unidos por Andrew Mason, quando lançou o primeiro site do gênero em novembro de 2008, o Groupon. Aqui no Brasil o pioneiro foi o Peixe Urbano, iniciando suas atividades em março de 2010. Desde então, a Compra Coletiva se consolidou entre os brasileiros, beneficiando tanto as empresas que podem vender suas mercadorias em maior volume por conta de seu baixo preço, assim como os consumidores, que poderão adquirir bens com generosos descontos por estarem realizando uma Compra Coletiva. 

Compras coletivas na visão dos consumidores

A compra coletiva é uma típica compra por impulso. O modelo de compra coletiva junta um produto atrativo com um desconto expressivo e uma oportunidade com prazo certo para se extinguir. Tem-se assim a receita para uma venda bem-sucedida.  Segundo dados do Instituto Ibope-Nielsen indicam que no mês de setembro cerca de 5,6 milhões de internautas visitaram pelo menos um site de compra coletiva. Isso significa algo próximo a 10% dos usuários ativos da internet, percentual expressivo para um segmento tão novo.  Segundo a pesquisa, o público desses sites é predominantemente masculino (53,8%) e a faixa etária de maior concentração é entre 25 a 34 anos (38,3%). Esses dados divergem dos dados de clientes de sites de compra coletiva apresentados nos Estados Unidos onde a maioria absoluta é do sexo feminino e a faixa etária predominante é de jovens de 18 a 34 anos. Por outro lado, é compatível com o perfil do consumidor on-line brasileiro, de faixa etária próxima a detectada pela pesquisa e que até há pouco tempo era também majoritariamente masculino.

O publicitário Eduardo Araújo Silva, estudante, não quer nem ouvir falar em sites de coletivas. Segundo ele, o fato de ser uma compra por impulso, o modelo de negócio está fadado ao desuso. “Eu não planejo que vou comprar um crepe, vou lá e compro na hora que me der vontade. Não acredito que seja um modelo que continue crescendo. Vão sobrar poucos sites que realmente vão vender alguma coisa”, afirma.

Já Ana Paula Miranda, publicitária, não só utiliza os sites de compras coletivas, como recomenda, mesmo tendo algumas experiências negativas. Ela relata que todos os dias visita a maioria dos sites para ver o que estão ofertando e não perde tempo. Se tiver algo que interessa, ela vai logo adquirindo, mesmo que não conheça o lugar. Foi assim que ela comprou um pacote de pé e mão em um salão bem localizado, por um preço incrivelmente barato.

“Eu marquei hora e fui até o salão, quando cheguei, a manicure pediu pra eu esperar ela almoçar primeiro. Achei muito estranho. Enquanto esperava fiquei observando o local, extremamente sujo, o que foi me deixando apreensiva. A manicure era péssima, a pior que já vi na vida. E quando me atendeu, contou que era free lancer no salão, ou seja, foi contratada para atender a demanda da promoção no site. Fiquei pensando em como o dono do salão foi sem visão. Vendeu mais de 500 cupons, contratou gente free lancer sem qualidade nenhuma, pois ele nem a conhecia e fez um péssimo atendimento, vendendo uma imagem terrível do salão. Lá eu nunca mais ponho meus pés”, desabafou Miranda.

Mesmo tendo experiências negativas, Ana Paula ainda continua aproveitando as promoções. Cita o exemplo de uma empresa de depilação que atendeu no horário, cumpriu o que prometeu e ainda fez um cadastro e entrou em contato posteriormente. “Virei cliente mesmo depois da promoção e hoje pago o preço real sem reclamar”, explica.

Ana Paula aprova o modelo de negócio, pois é uma oportunidade para o comerciante mostrar melhor a seu trabalho e cativar novos clientes. Se ele souber fazer isso, terá um cliente pelo resto da vida. “Se atender mal eu não volto mais e ainda falo para todas as minhas amigas”, conta ela.

Experimentar novos pratos e conhecer lugares é o que motiva Edson de Lima Bobadilha, Designer Gráfico, 24 anos, a utilizar sites de compras coletivas. “Eu já comprei muita coisa, até flores. Toda semana compro algo, mas o que mais me atrai são entretenimento e alimentação. Gosto muito de conhecer lugares que normalmente eu não iria, e o site me proporciona isso.”

Bobadilha afirma que são poucos os sites que ele confia. Até mesmo o layout de alguns faz com que ele não faça seu cadastro. E relata que também já foi mal atendido em um local.

“Comprei o cupom de uma pizza e levei minha namorada. O local eu já conhecia, então não pensei duas vezes quando vi a oferta. Chegando lá, após mostrarmos o cupom, o garçom já mudou conosco. Colocou-nos em uma mesa suja, deu as costas e foi para dentro. Ao voltar estava com o bloco de anotações, apenas. Pedi que limpasse a mesa e me trouxesse o cardápio, o que ele acabou fazendo, mas sem nenhum entusiasmo”, relata.

Já Rafael Domingos de Mattos, 24 anos, programador, afirma que nunca foi mal atendido. Só fica um pouco chateado quando tem que marcar, mas entende. “Eu só confio em três sites aqui na capital, e nunca tive problema nem com os sites, nem com os parceiros. Acredito que é um modelo de negócio em que todos ganham: eu como consumidor, que tenho bons produtos e serviços por um preço mais baixo, o lojista que conquista novos clientes e o site que tem o seu percentual”.

O que dizem os especialistas

Os especialistas alertam para os prós e contras do negócio de compras coletivas. Segundo Cássio José, consultor financeiro, se o fornecedor elaborar sua planilha de custos corretamente sem perder a lucratividade com os produtos e serviços, conseguindo ainda assim oferecer descontos atraentes, já é um bom começo. “Geralmente os produtos oferecidos nos sites de compras coletivas não dão lucro ao estabelecimento, e o anúncio serve mais como divulgação e fidelização dos clientes. Oferecer outros produtos e “pacotes” aos compradores de forma eficaz pode compensar o investimento, agregando valor”, afirma.

Alguns cuidados devem ser tomados em relação à capacidade de atendimento da demanda causada pelo anúncio. Quando se atraem mais clientes o risco de desagradar a mais pessoas é maior, e a mídia que a princípio deveria ser positiva passa a ser (muito) negativa.  O cuidado com a qualidade nestes casos deve ser redobrado. Ainda, deve-se levar em conta o aumento do custo no produto/serviço oferecido, uma vez que além do desconto deverá ser paga também a comissão do site de compras coletivas (entre 20% a 60%) e por fim, a escolha do site é muito importante. Existe atualmente uma legislação que protege especificamente os consumidores nos sites de compras coletivas. Qualquer desrespeito pode ocasionar prejuízos maiores aos anunciantes, aconselha Cassio.

Na mira da Lei

Segundo dados do Reclame aqui, no Brasil, nos últimos 30 dias, os sites de compras coletivas Peixe Urbano, Clickon e Groupon somaram 2.753 reclamações. Já em Campo Grande, o campeão de reclamações é o Peixe Urbano, com 30, seguido do Clickon, com 12, o Arara Urbana com 2 e o Azeitona Preta com uma.

Devido a este aumento de reclamações e ações judiciais contra sites de compras coletivas é que desde o dia 4 de maio de 2011 tramita no Paraná um projeto de lei 1232/11, de autoria do deputado João Arruda do PMDB/PR, que visa regulamentar o funcionamento desse tipo de comércio eletrônico no Brasil e prevê, ainda, a criação de um selo de certificação de idoneidade do site, dando maior segurança ao consumidor.

O objetivo da lei é reunir todas as informações necessárias, da maneira mais clara e objetiva possível, para evitar propagandas enganosas. O resultado, caso este projeto venha a ser aprovado, será a regulamentação protegendo os direitos do consumidor, além de impor aos sites de compras coletivas um maior cuidado na escolha dos parceiros dos produtos que serão ofertados.

Policial Feminina, entre a diferença e igualdade

Anita Caputti, Cabo da PM

Há 28 anos surgiram as primeiras mulheres a atuarem na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Enfrentaram preconceito pelos próprios colegas de profissão, mas logo foram ganhando confiança e ocupando um espaço que antes era restrito aos homens. Hoje elas atuam nas ocorrências das ruas, empunhando armas e fazendo perseguições.

Temos atualmente no estado 462 policias do sexo feminino, entre PMS, Civis e Federais, o que representa oito por cento do efetivo masculino. A profissão de policial feminina é mais uma conquista da mulher, em um campo ocupado antes exclusivamente por homens.

Para o cabo Anita Caputti, 46, do 10º Batalhão das Moreninhas em Campo Grande, que entrou para a Polícia Militar há 26 anos, as mulheres eram discriminadas pelos colegas, além de se alojarem em quartéis separados. Não podiam concorrer a cargos mais importantes no Comando, que eram exclusivos para os homens. “Não foi fácil, andei no caminho das pedras, mas hoje fico feliz de ver que as policias femininas não enfrentam mais isso”, comenta Anita.

Mas nada disso fez essa mulher desistir do seu sonho. Criada na lavoura no interior do estado, Anita se inspirou ao ver uma policial feminina na rodoviária da Capital. Fez um concurso, passou e foi a primeira mulher policial a atuar nas ruas e a comandar uma viatura em Campo Grande. Desempenha há 11 anos um trabalho no combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes, esteve à frente do caso envolvendo vereadores da cidade, entre outros.

Adriana Insabralde, Policial Rodoviária Federal

Já a policial rodoviária federal Adriana Insabralde, 39, que trabalha há seis anos na profissão não enfrentou tantos preconceitos.”Os mais jovens estão acostumados com a presença da mulher inclusive no comando de algumas operações”, comenta a Adriana.  O tratamento entre os sexos dentro do treinamento na academia são iguais, respeitando a natureza de cada um em relação à força física.

Além de se destacarem, as policias são menos vulneráveis à corrupção. Segundo a policial Infabralde, a mulher pensa uma, duas, várias vezes antes de fazer alguma coisa. Pensa muito nos filhos, então é bem mais difícil de fazer algo errado.

As policiais tem um ritmo de trabalho muito intenso, o que sacrifica o convívio com a família, “tenho duas filhas, a menor com quatro anos de idade que precisa de uma atenção maior, então tenho que ter uma estrutura montada para ir trabalhar tranqüila”, comenta a policial.

De acordo com Adriana os relacionamentos entre colegas de profissão são comuns. “Os policias passam muito tempo no trabalho, como em qualquer outro segmento de mercado acabam em casamento”, finaliza a policial rodoviária.

Itamara Romeiro, Capitã subcomandante da Companhia de Trânsito

Seguindo os passos do pai militar, a capitã subcomandante da Companhia de Trânsito de Campo Grande, Itamara Romeiro Nogueira, 34, casada com um policial militar está há 14 anos na corporação da Polícia Militar e comanda a CIAPTRAN. “50 por cento do efetivo da companhia de trânsito é de mulheres e sinto-me a vontade” comenta a capitã.

Itamara é bacharel em Segurança Pública está cursando o quarto semestre de Letras, fez vários cursos na área de trânsito e polícia comunitária. “Não enfrentei preconceitos, a farda impõe respeito, estou feliz em servir a corporação”, destaca a policial.

Em seu trabalho a capitã desenvolve projetos de educação de trânsito, como o Projeto Portas Abertas, onde são ensinadas noções de trânsito para crianças e o Projeto PARA-Programa de Ação de Redução de Acidentes, que já atingiu mais de oito mil pessoas, os policias vão as salas de aulas fazem blitz educativas e trabalham com deficientes. “A mulher, na sociedade, vem desenvolvendo um excelente trabalho dentro das várias profissões, alcançando inclusive cargos que exigem liderança. Antes na polícia o cargo máximo para uma mulher era de capitã, hoje chega até coronel, finaliza Itamara.

Atribuições e ampliação da presença das mulheres na Polícia Militar

De acordo com Coronel Geral da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto David dos Santos, os fatores limitadores da ampliação da presença das mulheres na polícia é o entendimento de que existem funções que são mais inerentes ao sexo masculino, como policiamento na fronteira e a guarda de presídios. Na PMMSm homens e mulheres compõem o mesmo quadro de acesso na carreira, assim as mulheres estão empregadas em todas as funções da atividade policial, as quais vem desempenhando sem qualquer dificuldade e com muita habilidade.

Quanto ao preconceito, o Cel. David acredita que provém de companheiros de trabalho ou de subordinados homens que nem sempre gostam de ser comandados por mulheres. “Nesses 28 anos de inclusão das mulheres na PMMS, muita coisa já mudou e a cada dia que passa o preconceito vem sendo gradativamente superado”, ressalta o coronel.  Como o quadro de acesso para homens e mulheres é único, a mulher pode chegar ao posto máximo (Coronel) como qualquer homem. No entanto, em Mato Grosso do Sul o cargo máximo foi o de Tenente-Coronel (penúltimo posto da carreira).

Para o Coronel Geral, existem pequenas diferenças em se trabalhar com homens e mulheres. “Somos socializados diferentes, portanto aprendemos desde crianças a nos comportarmos diferentes. Mas do ponto de vista funcional homens e mulheres podem ser igualmente dedicados e competentes”, afirma o coronel David.

Leishmaniose: donos de cães acham que o CCZ deveria exterminar o mosquito, não os cães

Por Val Reis, Amparim Lakatos e Paulo Victor

Cães que apresentam leishmaniose em Campo Grande estão sendo sacrificados. Isso tem gerado revolta em alguns donos de animais, que se recusam a entregá-los para a eutanásia. De acordo com o médico veterinário e mestre em Imunologia da UFMS, André Luis Soares da Fonseca,  o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina leva a cura clínica da doença, mesmo com a sorologia  positiva, o que apenas indica um prévio contato com o parasita, como acontece em outras doenças por protozoários, como a doença de chagas.

Essa foi uma experiência vivida pelo empresário Adair Oliveira quando recebeu a informação que seu cão estava com a doença. “O pessoal do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ veio até minha casa e colheu sangue do meu cachorro, deixando uma coleira que repelia o mosquito. Meses depois me ligaram dizendo que meu animal estava com leishmaniose e teria que sacrificá-lo”.

O empresário encontrou alguns obstáculos na tentativa de salvar o animal.  Visitou três clínicas veterinárias e a resposta era sempre a mesma: “não tratamos cães com leishmaniose”. Na quarta clínica, encontrou um veterinário que decidiu tratá-lo com vacinas, já que o tratamento com medicamento humano, anteriormente utilizado, foi proibido pela portaria nº 1.426 do Ministério de Saúde em Julho de 2008. De acordo com a diretora de vigilância em saúde, da Secretaria de Saúde de Campo Grande, Ana Lúcia Lírio de Oliveira, quando o animal é tratado com medicamento humano, ele vai adquirindo resistência a doença e quando o ser humano precisar do remédio, ele não agirá com o mesmo efeito.

Adair e seu cocker Half – Foto Val Reis

Adair tentou regularizar junto ao CCZ a situação do cão, mas foi informado que não estavam mais aceitando o tratamento e ainda ameaçaram retirar a licença da clínica veterinária que se propôs tratar a doença. “O meu cão teria que ser sacrificado, ou então teria no meu IPTU uma multa de nove mil reais. Achei absurdo, entrei em contato com o pessoal do Abrigo dos Bichos, que me orientou a esperar, já que estavam com uma liminar na justiça contra isso”, afirmou o empresário.

O Abrigo dos Bichos é uma associação de Campo Grande que cuida de animais abandonados. Essa entidade entrou com uma ação contra o Município e o CCZ e conseguiu uma liminar que proíbe a eutanásia dos cães com a doença. Segundo o advogado Fábio Andreazi, pelo menos por enquanto, o Município de Campo Grande, o CCZ e até o Presidente da República, por conta de uma ordem judicial do Tribunal Federal em São Paulo, continuam proibidos de matar cães portadores de leishmaniose na cidade. “Ganhamos a liminar e o recurso. Tenho fé que ganharemos a causa e os cães inocentes serão poupados”, afirma Fábio.

O médico veterinário André Luis afirma, no blog nossomundo.com, que os animais merecem respeito e o amor dos proprietários, que podem e devem utilizar os medicamentos disponíveis para tratar dos seus animais de estimação. Na ordem jurídica, o proprietário tem o direito de tratar o seu animal, como tem de defender a sua propriedade (direito constitucional), pois o cão é tido muitas vezes como um membro da família, portanto, um bem jurídico especial.

Segundo a CCZ, em 2009, mais de 130 mil cães foram examinados e 13% deram resultado positivo para a doença, em Campo Grande. A Prefeitura distribuiu coleiras repelentes para os animais sadios. O maior problema que eles enfrentam é a resistência das pessoas em entregar os animais para os Centros de Controle de Zoonoses.

“Além dos focos de proliferação da doença, como terrenos sujos, a resistência dos donos dos cães infectados em sacrificar os animais também prejudica o combate a doença. Um cão com leishmaniose não tem cura. O animal pode estar sem nenhum sintoma e ser portador da doença. Além disso, ele vai disseminar a doença na região onde mora”, afirma a coordenadora do CCZ, Júlia Macksoud Brazuna.

Pedro e sua cachorra Pipoca.

Já a assistente social Lesly Ledezma decidiu entregar seu cão para a eutanásia. “Quando eu soube que a minha cadela, um vira-lata chamado Pipoca, estava com a doença, eu fiquei muito triste, mas pesquisei bastante sobre o assunto. Meu filho de sete anos, o Pedro, ficou muito sentido, mas era melhor para ele, não podia arriscar, já que a doença atinge principalmente crianças e idosos”, conclui Lesly.

Adair Oliveira, inconformado, continua o tratamento do seu animal e diz que vai até as últimas conseqüências para manter seu cão vivo. “Eu não entendo por que o CCZ não se preocupa em acabar com o mosquito, em vez do cão, afinal de contas é ele quem transmite a doença. Eles não respeitam o amor que a gente sente pelo animal”.

Entenda a doença

A leishmaniose é transmitida aos seres humanos pela picada do mosquito palha que foi contaminado com um protozoário do gênero Leishmania. A doença pode causar feridas na pele e afetar alguns órgãos internos como fígado, medula óssea e baço. O protozoário atinge também outros animais, como o cachorro, que nas zonas urbanas é o principal hospedeiro da doença. A maioria dos cães que possuem leishmaniose não apresenta sintomas. Quando estes ocorrem, podem ser emagrecimento, problema de pele, apatia, anemia e falta de apetite. A doença ataca principalmente idosos e crianças com menos de dez anos.

O mosquito flebótomo, transmissor da doença, se prolifera no meio de matéria orgânica. Quintal sujo e cheio de folhas é o local ideal para a reprodução do mosquito. Se não for tratada logo, a leishmaniose em humanos mata 90% dos pacientes, porque afeta os órgãos vitais. A doença está presente em 20 estados. Nos últimos cinco anos as notificações aumentaram em 61%. E a Organização Mundial de Saúde indica a eutanásia nos cães infectados.