O grupo “1R3E” corre contra o tempo

Dois integrantes do Grupo “1R3E” (Uma Rosa e Três Espinhos)

O grupo “1R3E” (Uma Rosa e Três Espinhos) é formado por uma mulher – Camila – e por três rapazes – Djone, Ronan e Cláudio. Eles estão a todo vapor na produção de sua campanha.

“o andamento não está indo bem. A gente demorou ter ideia, quando ela surgiu, não estamos conseguindo achar imagem…”, afirma Camila. “Mas até o início da manhã vamos aprensentar uma boa campanha, temos fé”, concluiu.

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Grupo está desanimado com o andamento do trabalho

Ligia, Rafael, Flavia e João Paulo

O Grupo composto pelos acadêmicos João Paulo, Lígia, Rafael e Flávia são o retrato do nervosismo, e estão desanimados com o resultado de sua criação. Segundo Ligia, a grande dificuldade é que nenhum dos componentes do grupo conhece a ferramenta de criação, o Ilustrator e isso tem dificultado muito o trabalho deles.

“Estamos tentando aqui”, afirma João Paulo, “mas até agora o que posso dizer é que o resultado está péssimo!”, finaliza ele, desanimado.

Apesar da alegação de desconhecerem o programa Ilustrator, os acadêmicos já tiveram aulas sobre o software, de acordo com o professor Antônio Fernando de Almeida. “São nessas horas que a gente observa o quanto é importante a participação efetiva dos alunos nas aulas”, comenta.

(Matéria editada às 06h35)

Grupo “Seven Group” afirma que serão os campeões do Madrugadão 2011

Glauco, Douglas, Maykon e Jéssica do "Seven Group"

O Grupo intitulado “Seven Group”, composto pelos acadêmicos de publicidade Glauco, Douglas, Maykon e Jéssica estão concentradíssimos no desenvolvimento de sua campanha.

Segundo Glauco, “o trabalho está bem adiantado, no início da manhã será apresentado uma campanha de qualidade, e com certeza seremos os campeões”, afirma.

Crelame recupera vidas como a da jornalista Ana Paula Cardoso

Ana Paula Cardoso

Por Val Reis

O Crelame (Centro de Reabilitação do Lesado Medular) é um projeto desenvolvido por acadêmicos do curso de fisioterapia da Estácio de Sá em Campo Grande que faz muita diferença na vida de pessoas como Ana Paula Cardoso, jornalista, que há dois anos sofreu um grave acidente na rodovia GO-225.

Ana Paula viajava com amigos de carro, de Pirenópolis (GO) para Brasília. Conforme a família, o motorista do veículo em que a jornalista estava perdeu o controle da direção e o carro capotou, pois chovia muito na hora do acidente. Com o impacto, Ana Paula sofreu forte lesão na coluna e ficou tetraplégica.

Durante um ano e meio, Ana Paula ficou internada em Brasília, desde o início do ano, voltou para Campo Grande e está fazendo sessões de fisioterapia no Crelame. Segundo Fernanda Alves Cardoso, irmã de Ana Paula, depois de suas visitas ao Centro, sua auto-estima melhorou, alguns movimentos voltaram e ela tem uma vida social que, depois do acidente, ficou bastante limitada.

“Minha irmã encontra outras pessoas, tem uma atividade e isso tem feito muito bem para ela, que antes ficava somente em casa. O Crelame foi um grande diferencial para ela e para toda a família”, afirma Fernanda Alves, acadêmica de publicidade da Estácio de Sá de Campo Grande. “Hoje Ana Paula já tem sensibilidade de toque em quase todo o braço e já recuperou a coordenação motora. Com isso, alimenta-se sozinha e pega alguns tipos de objetos leves”, finaliza Fernanda Alves.

Sites de compras coletivas abrem as portas do comércio eletrônico para os pequenos negócios

O site de compras coletivas é um modelo de negócio que está aquecendo a economia e abrindo as portas do e-commerce para milhares de pequenos negócios locais. Em apenas dois dias o empresário Danny Huang vendeu 1059 alimentações em um site de compras coletivas. Se fosse esperar os clientes visitarem seu restaurante, demoraria muito mais tempo para atingir esta marca.

“Porque eu não pensei nisso antes” questiona empresário Danny Huang, 37, que afirma que essa ideia é fantástica. Huang conta que anunciar nesses sites tem os pontos positivos e negativos. “A experiência positiva é a propaganda, uma vez que se investe dinheiro em qualquer tipo de propaganda, seja em outdoor, rádio, televisão entre outros, mas o consumidor que acaba ganhando pela promoção oferecida. Já o lado negativo, seria a falta de preparo dos estabelecimentos para atender a demanda, uma vez que o atendimento tem que ser bom e igual para todos, não discriminando os clientes que compraram os cupons promocionais”, explica.

Os empresários precisam ficar atentos às contas. Embora todo o conceito de compras coletivas esteja focado em marketing, se houver prejuízo na venda, isso pode ser perigoso para o equilíbrio do negócio. Os lojistas apostam na fidelização e na compra de outros produtos ou serviços além do que foi anunciado no site.

“Um cliente vêm à loja com o cupom, acaba fazendo um serviço ou outro a mais, e se o atendimento for bom, ele volta”, afirma Adair Oliveira, que vendeu em um site de compras coletivas pinturas de pára-choque a preço bem abaixo, pois estava com uma baixa demanda no período.

“O cliente comprou uma pintura de pára-choque, mas já tinha uns amassadinhos no carro. Fizemos um orçamento e ele acabou fazendo todo o trabalho, o que compensou bastante, pois não era meu cliente, veio através do desconto. Sem falar que a divulgação que foi feita acaba dando retorno”.

Em Campo Grande, o primeiro site de compras coletivas nasceu em setembro de 2010, e de lá pra cá, já existe mais de 30 sites com este formato na capital.  “Eu tive a idéia de montar um site de compras coletivas quando conheci o Peixe Urbano e analisando, achei o modelo de negócio muito rentável”, afirma o publicitário Renato Koshiyama, 32, do Poupe Grande, primeiro site de compras coletivas da capital.

Vindo se São Paulo, Renato afirma que não demorou nem um mês depois do lançamento do seu site, para que uma “enxurrada” de outros sites viesse a aparecer. “Alguns totalmente sem nenhum tipo de investimento, pessoas totalmente aventureiras, motivadas pela ilusão de ganhar dinheiro fácil. E para ganhar dinheiro neste negócio é preciso ter um mínimo de estrutura e divulgação, além de um trabalho sério e focado”, conclui.

Assim como Renato, Adriano Silva, estudante de direito também resolveu investir neste modelo de negócio, e criou seu próprio site de compras coletivas, o Hiper Legal. Ainda com menos de dois meses de funcionamento, o pequeno empresário acredita que apesar da concorrência acirrada, é um negócio extremamente positivo para as empresas e o consumidor final.

“Hoje, em torno de 30% dos sites já estão deixando de existir, e como todo negócio seguirá em frente os que fizerem um trabalho sério e diferenciado. Os sites são cópias uns dos outros e não apresentam nada de novo. Isso que queremos mudar, nos tornar próximos dos negócios locais, entender seus anseios e necessidades e ajudá-los a crescer, crescendo junto com eles”, afirma Adriano.

Ele conta que muitos consumidores reclamam dos sites, mas a maioria do problema não está em usar a compra coletiva e sim em não saber usá-lo. No blog Ouvidoria Urbana há diversos relatos de experiências bem sucedidas, mais do que mal sucedidas, e se for observar bem, o mau atendimento proposital dos estabelecimentos é a maior causa de reclamação. Segundo ele, o consumidor não costuma ler as regras da oferta, muito importante neste caso. E acabam gerando conflitos e reclamações. Os parceiros também muitas vezes subestimam o resultado e não enxergam que o tiro pode sair pela culatra se o atendimento não for especial e não souberem fidelizar o cliente.

 

 

Como funciona

Compra Coletiva é uma modalidade de e-commerce (venda via internet) que tem como objetivo vender produtos e serviços para um número mínimo pré-estabelecido de consumidores por oferta.

Por meio deste comércio os compradores geralmente usufruem da mercadoria após um determinado número de interessados aderirem à oferta, para compensar os descontos oferecidos que em média vão até 90% de seu preço habitual. Por padrão deste mercado os consumidores dispõem de um tempo limite para adquirir a oferta, que varia entre 24 horas e 48 horas após seu lançamento. Caso não atinja o número mínimo de pedidos dentro deste intervalo a oferta é cancelada.

Este modelo de negócio foi criado nos Estados Unidos por Andrew Mason, quando lançou o primeiro site do gênero em novembro de 2008, o Groupon. Aqui no Brasil o pioneiro foi o Peixe Urbano, iniciando suas atividades em março de 2010. Desde então, a Compra Coletiva se consolidou entre os brasileiros, beneficiando tanto as empresas que podem vender suas mercadorias em maior volume por conta de seu baixo preço, assim como os consumidores, que poderão adquirir bens com generosos descontos por estarem realizando uma Compra Coletiva. 

Compras coletivas na visão dos consumidores

A compra coletiva é uma típica compra por impulso. O modelo de compra coletiva junta um produto atrativo com um desconto expressivo e uma oportunidade com prazo certo para se extinguir. Tem-se assim a receita para uma venda bem-sucedida.  Segundo dados do Instituto Ibope-Nielsen indicam que no mês de setembro cerca de 5,6 milhões de internautas visitaram pelo menos um site de compra coletiva. Isso significa algo próximo a 10% dos usuários ativos da internet, percentual expressivo para um segmento tão novo.  Segundo a pesquisa, o público desses sites é predominantemente masculino (53,8%) e a faixa etária de maior concentração é entre 25 a 34 anos (38,3%). Esses dados divergem dos dados de clientes de sites de compra coletiva apresentados nos Estados Unidos onde a maioria absoluta é do sexo feminino e a faixa etária predominante é de jovens de 18 a 34 anos. Por outro lado, é compatível com o perfil do consumidor on-line brasileiro, de faixa etária próxima a detectada pela pesquisa e que até há pouco tempo era também majoritariamente masculino.

O publicitário Eduardo Araújo Silva, estudante, não quer nem ouvir falar em sites de coletivas. Segundo ele, o fato de ser uma compra por impulso, o modelo de negócio está fadado ao desuso. “Eu não planejo que vou comprar um crepe, vou lá e compro na hora que me der vontade. Não acredito que seja um modelo que continue crescendo. Vão sobrar poucos sites que realmente vão vender alguma coisa”, afirma.

Já Ana Paula Miranda, publicitária, não só utiliza os sites de compras coletivas, como recomenda, mesmo tendo algumas experiências negativas. Ela relata que todos os dias visita a maioria dos sites para ver o que estão ofertando e não perde tempo. Se tiver algo que interessa, ela vai logo adquirindo, mesmo que não conheça o lugar. Foi assim que ela comprou um pacote de pé e mão em um salão bem localizado, por um preço incrivelmente barato.

“Eu marquei hora e fui até o salão, quando cheguei, a manicure pediu pra eu esperar ela almoçar primeiro. Achei muito estranho. Enquanto esperava fiquei observando o local, extremamente sujo, o que foi me deixando apreensiva. A manicure era péssima, a pior que já vi na vida. E quando me atendeu, contou que era free lancer no salão, ou seja, foi contratada para atender a demanda da promoção no site. Fiquei pensando em como o dono do salão foi sem visão. Vendeu mais de 500 cupons, contratou gente free lancer sem qualidade nenhuma, pois ele nem a conhecia e fez um péssimo atendimento, vendendo uma imagem terrível do salão. Lá eu nunca mais ponho meus pés”, desabafou Miranda.

Mesmo tendo experiências negativas, Ana Paula ainda continua aproveitando as promoções. Cita o exemplo de uma empresa de depilação que atendeu no horário, cumpriu o que prometeu e ainda fez um cadastro e entrou em contato posteriormente. “Virei cliente mesmo depois da promoção e hoje pago o preço real sem reclamar”, explica.

Ana Paula aprova o modelo de negócio, pois é uma oportunidade para o comerciante mostrar melhor a seu trabalho e cativar novos clientes. Se ele souber fazer isso, terá um cliente pelo resto da vida. “Se atender mal eu não volto mais e ainda falo para todas as minhas amigas”, conta ela.

Experimentar novos pratos e conhecer lugares é o que motiva Edson de Lima Bobadilha, Designer Gráfico, 24 anos, a utilizar sites de compras coletivas. “Eu já comprei muita coisa, até flores. Toda semana compro algo, mas o que mais me atrai são entretenimento e alimentação. Gosto muito de conhecer lugares que normalmente eu não iria, e o site me proporciona isso.”

Bobadilha afirma que são poucos os sites que ele confia. Até mesmo o layout de alguns faz com que ele não faça seu cadastro. E relata que também já foi mal atendido em um local.

“Comprei o cupom de uma pizza e levei minha namorada. O local eu já conhecia, então não pensei duas vezes quando vi a oferta. Chegando lá, após mostrarmos o cupom, o garçom já mudou conosco. Colocou-nos em uma mesa suja, deu as costas e foi para dentro. Ao voltar estava com o bloco de anotações, apenas. Pedi que limpasse a mesa e me trouxesse o cardápio, o que ele acabou fazendo, mas sem nenhum entusiasmo”, relata.

Já Rafael Domingos de Mattos, 24 anos, programador, afirma que nunca foi mal atendido. Só fica um pouco chateado quando tem que marcar, mas entende. “Eu só confio em três sites aqui na capital, e nunca tive problema nem com os sites, nem com os parceiros. Acredito que é um modelo de negócio em que todos ganham: eu como consumidor, que tenho bons produtos e serviços por um preço mais baixo, o lojista que conquista novos clientes e o site que tem o seu percentual”.

O que dizem os especialistas

Os especialistas alertam para os prós e contras do negócio de compras coletivas. Segundo Cássio José, consultor financeiro, se o fornecedor elaborar sua planilha de custos corretamente sem perder a lucratividade com os produtos e serviços, conseguindo ainda assim oferecer descontos atraentes, já é um bom começo. “Geralmente os produtos oferecidos nos sites de compras coletivas não dão lucro ao estabelecimento, e o anúncio serve mais como divulgação e fidelização dos clientes. Oferecer outros produtos e “pacotes” aos compradores de forma eficaz pode compensar o investimento, agregando valor”, afirma.

Alguns cuidados devem ser tomados em relação à capacidade de atendimento da demanda causada pelo anúncio. Quando se atraem mais clientes o risco de desagradar a mais pessoas é maior, e a mídia que a princípio deveria ser positiva passa a ser (muito) negativa.  O cuidado com a qualidade nestes casos deve ser redobrado. Ainda, deve-se levar em conta o aumento do custo no produto/serviço oferecido, uma vez que além do desconto deverá ser paga também a comissão do site de compras coletivas (entre 20% a 60%) e por fim, a escolha do site é muito importante. Existe atualmente uma legislação que protege especificamente os consumidores nos sites de compras coletivas. Qualquer desrespeito pode ocasionar prejuízos maiores aos anunciantes, aconselha Cassio.

Na mira da Lei

Segundo dados do Reclame aqui, no Brasil, nos últimos 30 dias, os sites de compras coletivas Peixe Urbano, Clickon e Groupon somaram 2.753 reclamações. Já em Campo Grande, o campeão de reclamações é o Peixe Urbano, com 30, seguido do Clickon, com 12, o Arara Urbana com 2 e o Azeitona Preta com uma.

Devido a este aumento de reclamações e ações judiciais contra sites de compras coletivas é que desde o dia 4 de maio de 2011 tramita no Paraná um projeto de lei 1232/11, de autoria do deputado João Arruda do PMDB/PR, que visa regulamentar o funcionamento desse tipo de comércio eletrônico no Brasil e prevê, ainda, a criação de um selo de certificação de idoneidade do site, dando maior segurança ao consumidor.

O objetivo da lei é reunir todas as informações necessárias, da maneira mais clara e objetiva possível, para evitar propagandas enganosas. O resultado, caso este projeto venha a ser aprovado, será a regulamentação protegendo os direitos do consumidor, além de impor aos sites de compras coletivas um maior cuidado na escolha dos parceiros dos produtos que serão ofertados.

Estrelas no asfalto. Violência no trânsito é marcado com estrelas nas ruas de Campo Grande

Estrelinha na Rua Brilhante

As ruas de Campo Grande estão ganhando uma nova sinalização, a partir de agora, para alertar os motoristas que ali já aconteceram acidentes graves. Estrelas amarelas marcam os locais onde ocorreram mortes causadas pela violência no trânsito, uma ação do Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), composto por órgãos de trânsito da cidade. Foram pintadas inicialmente 55 estrelas, além da implantação de um placar na Av. Afonso Pena, que é zerado sempre que ocorre uma morte no trânsito.

Segundo Ivanise Rotta, Chefe da Divisão de Educação da Agetran, as estrelas pintadas têm o objetivo de fazer com que as pessoas possam refletir que no caminho delas, um cruzamento comum, muitas vezes sinalizados e aparentemente tranquilos, teve um acidente fatal, uma vida se perdeu ali. “A partir do momento que eu consigo compreender o trânsito como um espaço coletivo, eu consigo realmente prevenir muitos acidentes”, explica Ivanise.

De acordo com o diretor-presidente da Agetran, Rudel Trindade “a estrela amarela simboliza a esperança, a paz e a reflexão. Quem passar por uma irá refletir sobre o local que causou uma morte no trânsito”.

Mas as estrelas e o placar não parecem sensibilizar os motoristas, pois desde a sua implantação, no dia 11,  até o final do mês de maio, foram mais 10 mortes no trânsito de Campo Grande. Segundo Janice Alves, no caminho de sua casa para o trabalho, passa por quatro estrelas e nem foi atualizado nas últimas semanas. “Os jovens estão se matando e matando os outros! Acabam com famílias inteiras, transformando seus veículos em arma”, afirma Alves.

Já Eva Gomes acha que “os campograndenses não precisam de estrelas pintadas no asfalto, precisam de fiscalização mais rígida contra os infratores que colocam em risco a segurança das pessoas de bem e dos nossos filhos. Enquanto o município pinta estrelas nos locais de acidente fatal a cidade está mal sinalizada concorrendo para pintar mais e mais estrelas”.

Nossos idosos

Com andar mais lento, e os olhos que já não enxergam tão bem, os idosos que se aventuram a atravessar as ruas mais movimentadas de Campo Grande correm um risco muito grande. Foi assim com Dona Erotildes Floriano da Silva, de 60 anos, que ao tentar atravessar a Av. Afonso Pena em frente ao shopping, foi atropelada por um carro de passeio no dia 19 de maio. Ela foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa, mas acabou morrendo.

No dia 23 de maio foi o dia em que Dona Pedrina Petronílio de Souza, 70 anos, também acreditando ser seguro atravessar a av. Gury Marques, no bairro Universitário, acabou sendo  atropelada por volta das 17h30 por uma moto. Socorrida, também veio a falecer na Santa Casa.

Pedalar para o trabalho era a rotina do segurança Osvaldo de Souza Marques, de 70 anos, todo final de dia. Mas, no último dia 25 de maio, ao atravessar a Avenida Fabio Zahran, esquina com a Rua Planalto, na Vila Carlota, foi atingido por um carro de passeio.  Ele também foi socorrido, mas acabou morrendo no hospital.

O seu Antônio Nunes de Oliveira, 70 anos, morreu na noite de 31 de maio, na Santa Casa de Campo Grande, após ser atropelado por uma motocicleta na Vila Margarida. Seu Antônio andava com dificuldade devido a limitação física, e se tornou o número 14 nas estastíticas, pois foi a décima quarta vítima fatal do trânsito depois da implantação do placar da vida, em 11 de maio.

De acordo com a técnica em educação para o trânsito, Vera Lúcia de Matos, é importante que o idoso use roupas claras durante à noite, esteja sempre com calçados confortáveis e lembre-se que muitas vezes, a visão e a audição estão comprometidas, neste caso, é importante andar sempre acompanhado de outra pessoa.

Atrás do gato pode haver uma criança

Na noite de 7 de abril, Ângelo Quirino Mareco de 6 anos saiu em disparada atrás de um gato, na frente de sua casa, na Rua Quintino Bocaiúva, no Jardim TV Morena e foi atingido por um carro de passeio. Morreu horas depois no hospital. Segundo relato de Carlos Naegele, em seu twitter, que passou na rua no momento do acidente, “foi muito triste ver a mãe com o menino nos braços, desesperada”.

A menina Kauanny Gonçalves da Silva, também de 6 anos, foi atropelada por um caminhão no dia 25 de abril, quando tentava atravessar  a Avenida Marquês de Pombal no bairro Tiradentes. Ela ficou 19 dias no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa de Campo Grande, vindo a falecer no dia 13 de maio.

Também por um caminhão, Vinicius Nunes da Cruz Maciel, de 8 anos,  teve morte instantânea no cruzamento da Rua Itambé com a Av. Ana Rosa Ocampo, no Jardim Montevidéo. Ele estava de bicicleta e entrou na preferencial sem prestar atenção, segundo um amigo que estava com ele na hora do acidente. Seu pai pendurou a bicicleta em uma árvore na rua, próximo ao local de sua morte, para, segundo ele, as pessoas refletirem sobre a violência no trânsito.

“Eu sinto muito pela morte do Vini, ele era o melhor amigo do meu filho e ele não era um filho qualquer, ele era filho único, sua mãe tinha o maior cuidado com ele. Isso foi uma fatalidade, pois ele sempre vinha em minha casa de bicicleta brincar com meu filho”, afirma Claudia Azevedo, amiga da família. “ Se eu pudesse arrancava a dor da sua mãe Mariazinha e o choro do meu filho pela perda do amigo, mas a única coisa que posso fazer é pedir a Deus que a conforte e receba esse lindo anjo em seu céu e que vai nos deixar uma saudade, um vazio imenso”, finaliza com voz embargada.

Um estudo encomendado pela ONG CRIANÇA SEGURA revelou as principais causas de mortes acidentais de crianças menores de 15 anos nos estados brasileiros. A análise apontou, entre outros resultados, os acidentes de trânsito no Mato Grosso do Sul como os principais responsáveis pelos óbitos de crianças até 14 anos.

Números

Em maio foram pelo menos 1.108 acidentes na Capital, sendo que seis tiveram mortes no local. Mas considerando as mortes nos hospitais após até 30 dias do acidente, o GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) conta 17 vidas perdidas no trânsito, sendo cinco idosos e duas crianças.Mato Grosso do Sul está entre os estados com maior índice de acidentes no Brasil, principalmente entre jovens com idade entre 15 a 24 anos. Pesquisa divulgada pelo Ministério da Justiça, em fevereiro deste ano, mostra que o estado ficou em quarto lugar no ranking nacional.