Ranking dos sites de Compras coletivas que atuam em Campo Grande

Por: Val Reis

Os sites de compras coletivas se multiplicam todos os dias e são o grande destaque da Internet brasileira. Para os consumidores de Campo Grande tem sido ótimo já ques as promoções estão cada vez mais variadas e os descontos muito atrativos. Isso faz com que cada vez mais anunciantes esteja dispostos a se juntar a essa nova mídia.

Para facilitar a vida de quem é viciado nesta modalidade de comércio eletrônico, levantamos todos os sites que atuam na capital, com a ajuda do @leandrohubo.

Abaixo a listagem em ordem alfabética:

1. Abuze (http://www.abuze.com.br)Curitiba

2. Agronvale (http://www.agronvale.com.br/) – Agronegócios – Dourados

3. Ala Puxa (http://www.alapuxa.com/campo-grande) – Campo Grande

4. Arara Urbana (http://www.araraurbana.com.br) – Campo Grande

5. Azeitona Preta (http://www.azeitonapreta.com.br) –Marilia

6. Capivara Urbana (http://www.capivaraurbana.com.br) – Campo Grande

7. Cidade Oferta (http://www.cidadeoferta.com.br) – Londrina

8. Click On (http://www.clickon.com.br) – São Paulo

9. Clube da Azeitona Campo Grande

10. Groupon (www.groupon.com.br) – Mundial

11. Hiper Legal (www.hiperlegal.com.br) – Campo Grande

12. Imperdível (www.imperdivel.com.br) – São Paulo

13. Incríveis Ofertas (www.incriveisofertas.com.br) – Campo Grande

14. Jacaré Online (www.jacareonline.com.br) – Campo Grande

15. Manada Mania (www.manadamania.com.br) – Campo Grande

16. Morena Maluca (www.morenamaluca.com.br) – Campo Grande

17. O melhor do Pantanal (www.omelhorodopantanal.com.br) – Campo Grande

18. Oferta Prime (www.ofertaprime.com.br) – São Paulo

19. Pantanal Ofertas (www.pantanalofertas.com.br) – Campo Grande

20. Pechincha Pantaneira (www.pechinchapantaneira.com.br) – Campo Grande

21. Peixe Urbano (www.peixeurbano.com.br) – São Paulo

22. Pipoca Ofertas (www.pipocaofertas.com.br) – São Paulo

23. Poupe Grande (www.poupegrande.com.br) – Campo Grande

24. Tuiuiu Urbano (www.tuiuiuurbano.com.br) – Campo Grande

25. Web Zoom (www.webzoom.com.br) – São Paulo


Qual deles é mais relevante? Qual o melhor? Fica difícil analisar, pois as variáveis são muitas, mas para termos uma idéia de como estão os sites em Campo Grande – MS, levantamos abaixo um ranking com base nos dados do Alexa, de todos os 26 sites que atuam em Campo Grande.

Veja agora um ranking baseado no Alexa de apenas os sites que são de Campo Grande – MS.

Leishmaniose: donos de cães acham que o CCZ deveria exterminar o mosquito, não os cães

Por Val Reis, Amparim Lakatos e Paulo Victor

Cães que apresentam leishmaniose em Campo Grande estão sendo sacrificados. Isso tem gerado revolta em alguns donos de animais, que se recusam a entregá-los para a eutanásia. De acordo com o médico veterinário e mestre em Imunologia da UFMS, André Luis Soares da Fonseca,  o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina leva a cura clínica da doença, mesmo com a sorologia  positiva, o que apenas indica um prévio contato com o parasita, como acontece em outras doenças por protozoários, como a doença de chagas.

Essa foi uma experiência vivida pelo empresário Adair Oliveira quando recebeu a informação que seu cão estava com a doença. “O pessoal do Centro de Controle de Zoonoses – CCZ veio até minha casa e colheu sangue do meu cachorro, deixando uma coleira que repelia o mosquito. Meses depois me ligaram dizendo que meu animal estava com leishmaniose e teria que sacrificá-lo”.

O empresário encontrou alguns obstáculos na tentativa de salvar o animal.  Visitou três clínicas veterinárias e a resposta era sempre a mesma: “não tratamos cães com leishmaniose”. Na quarta clínica, encontrou um veterinário que decidiu tratá-lo com vacinas, já que o tratamento com medicamento humano, anteriormente utilizado, foi proibido pela portaria nº 1.426 do Ministério de Saúde em Julho de 2008. De acordo com a diretora de vigilância em saúde, da Secretaria de Saúde de Campo Grande, Ana Lúcia Lírio de Oliveira, quando o animal é tratado com medicamento humano, ele vai adquirindo resistência a doença e quando o ser humano precisar do remédio, ele não agirá com o mesmo efeito.

Adair e seu cocker Half – Foto Val Reis

Adair tentou regularizar junto ao CCZ a situação do cão, mas foi informado que não estavam mais aceitando o tratamento e ainda ameaçaram retirar a licença da clínica veterinária que se propôs tratar a doença. “O meu cão teria que ser sacrificado, ou então teria no meu IPTU uma multa de nove mil reais. Achei absurdo, entrei em contato com o pessoal do Abrigo dos Bichos, que me orientou a esperar, já que estavam com uma liminar na justiça contra isso”, afirmou o empresário.

O Abrigo dos Bichos é uma associação de Campo Grande que cuida de animais abandonados. Essa entidade entrou com uma ação contra o Município e o CCZ e conseguiu uma liminar que proíbe a eutanásia dos cães com a doença. Segundo o advogado Fábio Andreazi, pelo menos por enquanto, o Município de Campo Grande, o CCZ e até o Presidente da República, por conta de uma ordem judicial do Tribunal Federal em São Paulo, continuam proibidos de matar cães portadores de leishmaniose na cidade. “Ganhamos a liminar e o recurso. Tenho fé que ganharemos a causa e os cães inocentes serão poupados”, afirma Fábio.

O médico veterinário André Luis afirma, no blog nossomundo.com, que os animais merecem respeito e o amor dos proprietários, que podem e devem utilizar os medicamentos disponíveis para tratar dos seus animais de estimação. Na ordem jurídica, o proprietário tem o direito de tratar o seu animal, como tem de defender a sua propriedade (direito constitucional), pois o cão é tido muitas vezes como um membro da família, portanto, um bem jurídico especial.

Segundo a CCZ, em 2009, mais de 130 mil cães foram examinados e 13% deram resultado positivo para a doença, em Campo Grande. A Prefeitura distribuiu coleiras repelentes para os animais sadios. O maior problema que eles enfrentam é a resistência das pessoas em entregar os animais para os Centros de Controle de Zoonoses.

“Além dos focos de proliferação da doença, como terrenos sujos, a resistência dos donos dos cães infectados em sacrificar os animais também prejudica o combate a doença. Um cão com leishmaniose não tem cura. O animal pode estar sem nenhum sintoma e ser portador da doença. Além disso, ele vai disseminar a doença na região onde mora”, afirma a coordenadora do CCZ, Júlia Macksoud Brazuna.

Pedro e sua cachorra Pipoca.

Já a assistente social Lesly Ledezma decidiu entregar seu cão para a eutanásia. “Quando eu soube que a minha cadela, um vira-lata chamado Pipoca, estava com a doença, eu fiquei muito triste, mas pesquisei bastante sobre o assunto. Meu filho de sete anos, o Pedro, ficou muito sentido, mas era melhor para ele, não podia arriscar, já que a doença atinge principalmente crianças e idosos”, conclui Lesly.

Adair Oliveira, inconformado, continua o tratamento do seu animal e diz que vai até as últimas conseqüências para manter seu cão vivo. “Eu não entendo por que o CCZ não se preocupa em acabar com o mosquito, em vez do cão, afinal de contas é ele quem transmite a doença. Eles não respeitam o amor que a gente sente pelo animal”.

Entenda a doença

A leishmaniose é transmitida aos seres humanos pela picada do mosquito palha que foi contaminado com um protozoário do gênero Leishmania. A doença pode causar feridas na pele e afetar alguns órgãos internos como fígado, medula óssea e baço. O protozoário atinge também outros animais, como o cachorro, que nas zonas urbanas é o principal hospedeiro da doença. A maioria dos cães que possuem leishmaniose não apresenta sintomas. Quando estes ocorrem, podem ser emagrecimento, problema de pele, apatia, anemia e falta de apetite. A doença ataca principalmente idosos e crianças com menos de dez anos.

O mosquito flebótomo, transmissor da doença, se prolifera no meio de matéria orgânica. Quintal sujo e cheio de folhas é o local ideal para a reprodução do mosquito. Se não for tratada logo, a leishmaniose em humanos mata 90% dos pacientes, porque afeta os órgãos vitais. A doença está presente em 20 estados. Nos últimos cinco anos as notificações aumentaram em 61%. E a Organização Mundial de Saúde indica a eutanásia nos cães infectados.